Sobre a reforma da casa de Italiano, tem-se que foram apreendidos documentos no escritório da contadora Silvana, dentre eles, contratos de empreita firmados (embora não assinados) entre a esposa do Prefeito e o Sr. Antonio Carlos Hernandez com valores, respectivamente, R$ 22.000,00 e R$ 27.000,00, bem como quatro recibos de pagamento de R$ 5.000,00, R$ 10.000,00, R$ 5.000,00 e R$ 7.000,00 a confirmar a versão contada pelo Sr. Antonio Carlos Hernandez em seus depoimentos prestados ao Ministério Público e à Policia Civil. É o depoimento de Silvana:
“a declarante foi procurada, no final de fevereiro do corrente ano, pela senhora Sueli Marina de Assis Bianchini, esposa do Prefeito Municipal pára elaboração de um contrato que a resguardasse em relação a contratação do senhor Antonio Carlos Hernandez para execução de obras em sua residência, haja vista que segundo ela haviam sido feitos diversos pagamentos para Antonio e ela temia que no futuro houvesse divergência em relação a valores, ou seja, o que havia sido pago e o que ficou por pagar;”
O medo de Sueli Bianchini (segundo depoimento de Silvana) de que poderia haver problemas no pagamento da obra da casa do Prefeito Italiano se confirmou, tanto que a seguir a Silvana esclarece como o caso seria solucionado.
“Que o senhor Antonio Carlos Hernandez não quis assinar os contratos por discordar dos valores neles lançados alegando que havia incrementos na obra contratada que não estavam relacionados nos documentos; Que, a recusa de seu Antonio Carlos em assinar se deu em data que a declarante não sabe precisar, entretanto, nesta oportunidade, o Senhor Antonio Carlos Hernandez relatou para a declarante conversa que teve com o senhor João Batista Bianchini; segundo o senhor Antonio Carlos o Prefeito, ao ser por ela perquerido a respeito do pagamento dos acréscimos feitos sobre o que foi previamente contratado para reforma em sua casa disse que “iria repassar obras” a título de compensação dessa diferença;”
Reginaldo Assis Dias confirma o conteúdo do depoimento de sua esposa, Silvana, quanto à prestação de serviços de contadoria às três empresas, DLH, HV e Pichim, que estas foram constituídas com o objetivo de prestar serviços à Prefeitura; que seu escritório elaborou propostas a essas empresas para serem apresentadas em licitação, a confirmar o esquema de fraude em licitação; que a empresa RDA também faz parte do conluio, assim como a LEMAR.
O Sr. Reginaldo confirmou também a versão de sua esposa quanto aos contratos de empreita e recibos apreendidos em seu escritório, do problema entre a Sra. Sueli Bianchi e/ou Prefeito com o Sr. Antonio Carlos Hernandez e, principalmente, a forma de solução apresentada, envolvendo o repasse de obras públicas ao empreiteiro.
(Fonte: Relatório CPI - Câmara Municipal de Bebedouro)
Publicado em: 23 de junho de 2010
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Categoria: Notícias da Câmara
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