Proprietária da Paideia receberá título de cidadania nesta sexta-feira

Proprietária da Paideia receberá título de cidadania nesta sexta-feira

Proprietária da Paideia receberá título de cidadania nesta sexta-feira Arthurina Piovezan: a próxima cidadã bebedourense

Em cumprimento a decreto legislativo de iniciativa dos vereadores Jorge Cardoso (PSD) e Fernando Piffer (PSDB), a educadora Arthurina Araújo Piovezan, proprietária do Colégio Paideia de Bebedouro, receberá o título de cidadã bebedourense em sessão solene marcada para esta sexta-feira (29), às 20 horas, na Câmara Municipal.

Arthurina Araújo Piovezan é natural de Nova Granada, município situado no interior paulista, na região de São José do Rio Preto, sendo filha do alfaiate Arthur Araújo e da professora de Educação Básica, Ernesta Bononi Araújo, tendo como irmãos Mirtes, Silvio, Paulo e Célia.

Iniciou sua trajetória estudantil na cidade em Monte Alto-SP, na Escola Estadual Raul da Rocha Medeiros, onde passou por uma formação educacional clássica, a qual lhe despertou o desejo de se tornar uma educadora.

Ainda na cidade de Monte Alto, Arthurina conheceu o empresário Dimer Piovezan, com quem veio a contrair matrimônio em 26 de junho de 1965. Posteriormente, o casal se mudou em caráter definitivo para Bebedouro, onde o esposo Dimer administrou durante muitos anos a antiga Olma, fabricante de óleos vegetais reconhecida internacionalmente.

Por gostar muito de crianças e sentir falta de uma escola, uma vez que, quando seu filho Marcelo nasceu, não havia escola maternal para a idade dele, na época, Arthurina levava as crianças da vizinhança para sua casa e fazia atividades com elas. Foi quando surgiu a ideia da fundação da escola.

Em 3 de setembro de 1973, Arthurina Araújo Piovezan, juntamente com sua ex-sócia Maria Socini, fundou o Jardim Escola Paideia, localizada na Rua Quintino Bocaiúva, n. 848, tendo na época quatro funcionários e 60  alunos, divididos em 3 salas de aula, tornando-se a primeira escola particular de educação infantil em Bebedouro.

Ao longo dos anos, a escola passou por reformulações, uma vez que Arthurina sempre esteve atenta às necessidades de modernização, dinamismo e eficiência dos serviços prestados pela instituição. Em 1985 a escola passou a se denominar Escola de Educação Infantil Paideia, cujo nome tem origem na palavra grega “paidós”, que na época em que viveu o filósofo Sócrates que significava “criação de crianças” e “treino para a vida”. Atualmente, a palavra tem o significado de “formação do homem”.

Ao longo dos anos, Arthurina muito contribuiu com a cidade de Bebedouro, formando cidadãos e verdadeiros seres humanos capazes de conhecer e reivindicar seus direitos, respeitando os direitos dos demais e ganhando espaço para que possam opinar, protestar e saber perceber as coisas inadequadas que acontecem no mundo e em nossa querida Bebedouro.

Partindo de teorias modernas, com base no estudo da inteligência de Piaget, adquiriu embasamento científico na área da educação contribuindo para o desenvolvimento de novos métodos de alfabetização, os quais vêm evoluindo ano após ano à medida em que a própria sociedade evolui impactando no acesso das crianças às novas tecnologias e impondo novas formas de comportamento humano.

Como mérito e conquista fruto de seu incansável trabalho, atualmente a escola Paideia conta com 50 funcionários, incluindo docentes e corpo administrativo, e aproximadamente 330 alunos, atendendo desde o ensino infantil ao Esino Fundamental II, que correspondem do 1º ao 9º ano.

Não obstante, Arthurina desenvolve, através da escola, vários projetos sociais junto a entidades associativas da cidade, inclusive cedendo professores e coordenadores para desenvolverem trabalhos em creches, cumprindo assim a função social da escola para com a comunidade onde está inserida, ajudando na formação de outros professores e no trabalho com outras crianças que não frequentam a Paidéia.

Perto de completar os 79 anos de idade, ainda tem um grande sonho a conquistar: ter uma escola aberta e recursos suficientes para abrir uma escola que possa ser frequentada por crianças que não tem condições econômicas de pagar pelos estudos.